quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Atos dos Apóstolos III- O Avivamento em Antioquia


"E a mão do Senhor era com eles; e grande número creu e se converteu ao Senhor. E chegou a fama destas coisas aos ouvidos da igreja que estava em Jerusalém; e enviaram Barnabé a Antioquia."
                                                                                                                                             Atos 11:21-22



               Quando um crente (ou um grupo) se propõe a estar continuamente na presença de Deus, em oração, na comunhão e na doutrina dos apóstolos o que pode acontecer é maravilhoso, porém imprevisível! Tudo começa na entrega, na disposição e no ouvir Deus. Quando nos posicionamos corretamente no centro da vontade de Deus ocorre o inevitável: a mão de Deus é consco!

                 Me permitam pular do capítulo 1 para o capítulo 11 de Atos porque ele é realmente im-pres-si-o-nan-te! Cara, é fenomenal o que Deus fez com aquela igreja e pode fazer com a igreja hoje, se nos posicionarmos corretamente (a repetição é necessária)!

                  O tempo (chamam de 'kairós) que se iniciou em Antioquia é consequência de dois outros tempos. O primeiro tempo foi a morte de Estevão, em Atos 7.55-58; 8.1-4, que gerou uma perseguição que 'empurrou' os crentes numa cruzada evangelística forçada pela Judéia, Samaria. Quando 'a mão de Senhor' é conosco acontecem coisas assim; somos empurrados, maltratados ou podemos ascender a uma posição de governo, como José. Não sabemos o que  pode acontecer, mas queremos ser guiados pela mão de Deus:

"Não digo isso para condená-los; já lhes disse que vocês estão em nosso coração para juntos morrermos ou vivermos"
2 Coríntios 7:3

"dizendo: Ah! se tu conhecesses,
ao menos neste dia, o que te poderia trazer a paz!
 mas agora isso está encoberto aos teus olhos(...)
 porque não conheceste o tempo da tua visitação.
Lucas 19:42-44"
 
                O segundo tempo que influenciou o avivamento em Antioquia foi a visitação do Senhor aos gentios, na casa de Cornélio [vamos comentar isto mais a frente]. Até então, o evangelho estava concentrado nos irmãos judeus. Não havia nenhum rompimento! Os cristãos ainda eram uma dentre as muitas seitas judaicas. Mas havia um diferencial nelas: o poder do Espírito que fluía! Jesus havia dito que este evangelho seria pregado em todas as nações, por isso ele deu uma visão a Pedro e a Paulo mostrando que eles deveriam anunciar o evangelho aos gentios. Começava um tempo diferente. Jesus chamou isso de "reconhecimento da visitação do Senhor" (Veja mais sobre isso em Atos I- Uma música pode estar sendo tocada no Céu e não estamos dançando!):




"E te derrubarão, a ti e aos teus filhos que dentro de ti estiverem, e não deixarão em ti pedra sobre pedra, pois que não conheceste o tempo da tua visitação."
Lucas 19:44

                  De Geração em Geração

                 Nenhuma geração é independente da outra. Uma geração anuncia a outra as grandezas de Deus e planta para a próxima  (Sal 145.4). Observe que Isaque serviu ao Deus de Abraão, Jacó serviu ao Deus de Abraão e Isaque e assim sucessivamente. Estevão foi uma referência a seu tempo para os apóstolos. O modo como ele viveu e morreu influenciou diretamente a dispersão dos discípulos e a expansão do evangelho. A visão de Pedro e sua atitude de visitar Cornélio permitiu que os dispersos anunciassem a palavra também aos gentios. Devemos estar atentos ao nosso tempo e obedecer a Deus para que nossa obediência produza efeitos em outros grupos e gerações.

                
                 O mover em Antioquia
                Após a perseguição por conta da morte de Estevão, os discípulos foram espalhados pela Fenícia, Chipre e Antioquia. Eles começaram anunciando o evangelho aos judeus, mas tinha um grupo mais "gaiato" que começou a abordar os gregos. Dessa safra, "um grande número se converteu ao Senhor". O trabalho dos evangelistas foi tão eficiente, que a "diretoria apostólica de Jerusalém" mandou o apóstolo Barnabé (que não era um dos doze - Atos 14.14) para confirmar a fé dos cristãos (esse é o papel do apóstolo. Será comentando em outra postagem). Barnabé ficou maravilhado com o que Deus estava fazendo ali e estimulou-os a PERSERVERAR!

               Preservar um tempo de visitação é muito difícil. Por isso devemos "reter, até que Jesus venha" (Ap 2.25). Foi esse o conselho de Barnabé: persevere, não deixe morrer!

Paulo e Barnabé sendo
enviados em Atos 13.1,2
              Por ser um "homem bom, cheio do Espírito Santo e de " (precisamos ser reconhecidos assim por onde passamos, conforme Atos 11.24), Barnabé foi uma boa influência no tempo em que passou por Antioquia. Muita gente se uniu ao Senhor por conta do poder que fluía de Barnabé. Ele não parecia ser um cara 'explosivo', como Estevão, mas alguém mais 'brando' e 'sereno' [poder não é sinônimo de 'explosão'], fluindo no Espírito Santo. Barnabé percebeu que Antioquia estava num tempo espiritualmente fértil, frutificando muito, e foi buscar Paulo para estar com ele ali (Atos 11. 25). E Paulo e Barnabé estiveram com eles, por um ano, instruindo o povo de Antioquia com o Evangelho de Jesus e dos (doze) apóstolos:



"Para que vos lembreis das palavras que primeiramente foram ditas pelos santos profetas, e do nosso mandamento, como apóstolos do Senhor e Salvador."
2 Pedro 3:2

               O avivamento de Antioquia continuava se espalhando, o que atraiu um grupo de profetas para lá. Parece que Antioquia era uma terra fértil onde todos queriam estar para dar frutos e contribuir com o crescimento dos irmãos (ou talvez esses profetas fossem intinerantes, ficavam pra lá e pra cá, direcionando as igrejas). Um deles, Ágabo, orientou sobre uma grande fome que estava pra ir. Ágabo "deu a entender", "indicou" pelo Espírito que haveria uma grande fome.

"Falei aos profetas e multipliquei as visões;
 pela boca dos profetas falei em comparações."
Oséias 12:10
              Esta passagem revela duas coisas muitos interessantes sobre a Atuação Profética no Novo Testamento, depois de João (porque os profetas são divididos em antes e depois de João Batista- Mat. 11.13): 1) os profetas do Novo Testamento não acrescentam doutrina- estamos edificados sobre o fundamento dos profetas antigos, antes de João (2 Pe 3.2; Ef. 2.20; Heb 1.1,2).  2) A forma de visão dos profetas é como no Antigo Testamento; eles enxergam por visões, parábolas, e comparações (Os 12.10). Veja outras referências no Biblia On Line. Profetas são tão necessários na igreja de Atos quanto  de hoje, mas veja que não há um destaque extremo ao ofício profético, como se os outros não fossem tao sobrenaturais. Os profetas estão ali, misturados aos demais dons (Atos 13.1), servindo ao corpo de Cristo.

             O mover de Deus, o tempo da visitação de Deus em Antioquia, gerou um coração voluntário, pois o mesmo Espírito que estava operando ali foi o que operou na igreja de Jerusalém (Atos 2.44-45). Eles não só evangelizavam constantemente como abriram seu coração para ajudar os irmãos da Judeia (Atos 11.30). O amor fluía, pois o Espírito fluía.

            Clame por um avivamento como em Antioquia. Um lugar em que houve terra fertil para que o Espírito fruticasse e os dons fossem exercidos de maneira madura. Ore pela manifestação do Espírito nesses dias como foi em Atos. Ore para que a mão de Deus esteja conosco.  Deseje isso!







"Porque a promessa vos pertence a vós, a vossos filhos, e a todos os que estão longe: a quantos o Senhor nosso Deus chamar."
Atos 2:39 

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